"É engraçado, mas quando eu escrevo pouco significa que tá tudo indo bem. Por mais que eu ainda tenha os meus medos e confusões, estou olhando menos para trás. Sei que isso não dura muito e a qualquer hora alguém me tira do sério e me faz escrever sem parar. No fundo é isso o que eu quero. No fundo é isso que a gente quer: alguém que nos enlouqueça. Essa paz o tempo todo chega a ser chata."

O nome significa alegria plena, mas nem sempre é assim



O nome Letícia, que tem origem no latim tem por essência em seu significado "alegria plena". Temos, portanto, a tendência de imaginar que todas as meninas do mundo, que possuem esse nome, sejam alegres por natureza e tragam sempre alegria ao ambiente. Inclusive, acabamos exigindo isso delas. Mas isso mudou quando, em uma das minhas experiências de viagens pelo mundo, conheci a mais intrigante de todas. Seu nome é Letícia Freires, reside no Brasil no estado do Espírito Santo e tem 17 anos.
Ela é divertida e engraçada, o que é comum nas demais que carregam seu nome, porém, em uma das entrevistas que fazia com ela percebi que ela era diferente. Reparei com atenção em uma de suas declarações: ‘’ fica cada dia mais impossível conquistar essa menina aqui ...’’ ‘’acho que tenho isso daí (se referindo ao complexo de inferioridade) ...’’ como isso seria possível? Percebi então que ela não era perfeita como costumava pensar. Ela era mortal, tinha problemas como todo mundo e nem sempre estava sorrindo, talvez nem sempre permitia que os outros vissem que ela estava triste, porque queria parecer  sempre essa menina super forte que todo mundo pensa. As suas kryptonitas estão bem escondidas e ela não vai permitir que ninguém saiba que ela tem momentos de fraqueza. Caramba, que menina fora do comum! Fiquei cada vez mais curioso pela sua história, tentando decifrar cada detalhe simples que nas entrevista ela deixava escapar para tentar formar esse tão complexo quebra cabeça.
Bem, sou limitado demais para entendê-la em sua totalidade, porque há muitos caminhos dentro de uma menina só, mas quero apresentar-lhes a teoria que criei sobre ela.
Ela é sim uma heroína. Super forte, com uma capacidade de chegar muito longe, porém sua kryptonita é a sua mente, ora sua mente super poderosa entra em cena e ela está super feliz e trazendo alegria a  todos, ora sua mente lhe trai com pensamentos que a deixam sem forças pra crer em coisas fundamentais, como, por exemplo: ser feliz no futuro e ir para várias praias do mundo surfar com sua filhinha que terá o seu nome e com o seu marido que ficará olhando para as duas todo emocionado. Ora está radiante, ora se pergunta "será que eu vou me tornar alguém digna de orgulho?"
Sim, volto a dizer, ela é super forte. Mas como essa kryptonita pode atrapalhar tanto este ser tão extraordinário? Passei dias me perguntando isso, e ao consultar o maior de todos os meus livros de estudo, o livro a qual encontro resposta para todos meus questionamentos (a bíblia), e encontrei um ser também extraordinário chamado Paulo, todos o tinham como herói que trazia alegria ao ambiente, o Criador deu a ele o que ninguém de sua época tinha. Porém, também tinha uma kryptonita, como a nossa entrevistada, Paulo declarou : ‘’o bem que quero fazer não faço , mas o mal que não quero fazer isso faço ‘’ era a mesma Kryptonita. A mente de Paulo o traia e ele, ora fazia o que devia, sentia e o que devia ora estava mal. E ele não sabia como vencer essa kryptonita, quando um dia o criador disse a ele: "Paulo, não se preocupe porque o meu poder vai trabalhar nas suas fraquezas". Então, Paulo disse: "quando estou fraco é então que estou forte, porque venço minhas limitações através do poder do Criador". Entendi que a minha entrevistada era como o nosso herói Paulo, tinha a mesma kryptonita, sendo esta, possível de colocar um fim. Fui embora ao terminar a entrevista na esperança de receber notícias que a nossa heroína tenha descoberto o segredo pra vencer suas fragilidades, que ela não tenha sempre que se mostrar forte, que não precisa ter vergonha de chorar, que não tenha medo de sonhar e que ela entenda que sempre será a nossa heroína!
Elias Mauricio, Rio de Janeiro. Janeiro de 2015.


“Quero viver bem! Este ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. As vezes a gente espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.”
— Carlos Drummond de Andrade.


"Contado excluído com sucesso da lista telefônica." Foi o que me informou a tela do celular, porém, o que eu queria ver de verdade era: "Contado excluído da memória com sucesso." Porque a memória -local onde guardamos idéias, sensações e impressões adquiridas anteriormente - sempre será um ligar difícil de limpar, todo mundo sabe. Tipo quarto de gente velha, sabe? Onde cada canto há um pedaço de história e experiência de vida, muito importante por sinal.
Não tem jeito. Por mais tranquila que eu esteja e tenha aceitado o fato como um acontecimento comum da vida, vou me lembrar de você. Não necessariamente por toda a vida (Deus me livre) e nem por algumas horas apenas (quem me dera), mas sim.. Por algum tempo, me lembrarei sim.
Já exclui as músicas que me faziam lembrar subitamente de você, e já me livrei do sabonete líquido de fragrância de folhas verdes e Bergamota que, por coincidência, é a mesma essência do teu carro (ou é muito similar, enfim). Também já apaguei nossas conversas e as fotos das tatuagens que achei parecidas com a sua futura, e as que iria te mostrar também.
Enfim, me livrei de tudo que pude! Mas não foi o suficiente. Sempre tem aquele lugar onde costumávamos frequentar, sempre tem as músicas e séries em comum. O teu nome, teu bairro, tua faculdade. Coisas que são ridículas -como você - mas que vem involuntariamente á tona na lembrança.
Talvez eu devesse me acostumar com a banalidade das coisas, com o jeito de como tudo se tornou passageiro. Mas, não vou desistir não. E prefiro viver concordando com o Graciliano Ramos, que um vez escreveu assim:"Comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões". E digo mais também, concordo com Matheus Rocha, um perfeito neologista, que certo dia (me) escreveu e afirmou: "Tenho plena consciência de que nunca usei ninguém. Nunca quis um passatempo. Nunca fiz ninguém de tapa-buracos para as crateras do meu coração. Sempre reservei espaços úmido àqueles que entraram nessa bagunça do meu peito. E não me arrependo, porque no fim, é isso que importa. O que você deixou de bom na vida de alguém."


"Na cama, á noite, enquanto penso em meus muitos pecados e em meus defeitos exagerados, fico tão confusa pela quantidade de coisas que tenho de analisar que não sei se rio ou choro, dependendo do meu humor. Depois durmo com a sensação estranha de que quero ser diferente do que sou, ou de que sou diferente do que quero ser, ou talvez de me comportar diferente do que sou ou do que quero ser.
Minha nossa, agora estou confundindo você também. Desculpe, mas não gosto de embaralhar as coisas, e, nesses momentos de escassez, arrancar uma folha de papel é um tabu. Por isso, só posso aconselhar você a não ler de novo a passagem acima e a não tentar chegar ao fundo, porque nunca vai encontar a saída."
                                         - (Sábia) Anne Frank



Chega um momento em sua vida, que você precisa agradecer algumas pessoas.

Não sei como começar esse texto, sinceramente. O cansaço é tão grande que, quando meu corpo dá uma pausa nas inúmeras atividades, ele só pensa em descansar, e descansar, e descansar... É automático. Mas eu precisava vir aqui, sabe? E só irei dormir quando finalmente conseguir admitir para o papel e a caneta o quanto sou grata a Deus por ter te conhecido.
Talvez eu devesse esperar mais um pouco para te conhecer de verdade. Apesar que, a cada dia que passa, descubro que não conheço totalmente as pessoas. Prova disso, é o aumento em forma de progressão geométrica da minha famosa lista dos-que-não-eram-o-que-pareciam.

Porém, agora eu só quero agradecer. Passei agradecer as pessoas que me fazem bem a partir do momento em que essas se tornaram poucas na minha vida. Obrigada, viu? De verdade. Mesmo sem entender agora o porquê do carinho e companhia, da conversa boa e do interesse de me ver bem, eu te agradeço por me deixar tocar nas nuvens mesmo com os pés no chão. Por demonstrar interesses nos meus interesses. Por me deixar feliz. Mais leve. Mais solta. Mais confiante. Mais esperançosa. Mais e mais.
Talvez você seja só mais um problema, talvez seja a solução. Mas, de qualquer forma, obrigada por me proporcionar o ânimo novamente.
Enfim, finalizando de forma clichê e com uma frase que, particularmente, se encaixa perfeitamente aqui: "Talvez seja você. A vida vai dizer. De qualquer forma, obrigada por me fazer dormir sorrindo."

Poderia estar fazendo qualquer outra coisa agora... Tomando aquele sol na piscina; assistindo um filme em casa ou até colocando em dia o sono que não tenho durante a semana. Mas estou aqui. Acordei atrasada e acabei perdendo uns minutos da aula, mas sentei no canto da sala e assisti  com prazer, porque amo a disciplina de História  o resto da aula. Ok, o assunto não é esse.... A aula acabou, porém, continuo aqui sentada nesse "centro de vivência" que utilizamos durante o intervalo que me proporcionou liberdade para escrever sobre você. Talvez a ausência do costume tenha dificultado minha relação com as palavras, mas tudo bem...
De verdade, eu gostaria que você estivesse aqui. Sentado em uma dessas cadeiras brancas. Por que só em ter sua companhia já me traria a paz... E, talvez eu finalmente pudesse te dizer o que tanto gostaria. Sem precisar digitar nada, sem distância nenhuma. Só eu e você. Olhar para seus olhos medonhamente – se é que existe essa palavra  verdes e dizer, com sinceras palavras, que não me importaria de te fazer feliz. Dizer também que, apesar da insegurança, te quero mais perto de mim, mais meu, mais... 'Nós'. Te dizer que me importo nas entrelinhas, e penso em como seria bom te encontrar depois de um dia cansativo e me perder nos teus olhos, que são extremamente lindos, inclusive, já falei isso, né?! Ah, iria te dizer tanta coisa...  Enquanto não posso, te desenho no pensamento e faço a cena que eu quiser. Poderia estar fazendo qualquer outra coisa agora... Mas estou aqui pensando em quem está 78 km de distância daqui, você.
Psiu, vem aqui.

Confesso ter ficado um pouco nervosa. Nos encontramos, ele me olhou com aqueles olhos verdes e sorriu. E quando se foi, me deixou meio tonta, sei lá... Com a vaga impressão de ter me perdido num gramado verde lindo e exalando esperança naquele olhar.

Intertextualidade da crônica A corretora de Mar, de Rubem Braga. 



"É claro que vai ser um problema. Eu tenho certeza que vai ser um problema! Ao menos, dessa vez, vai ser um problema de olhos verdes."



"Mais uma vez estou aqui, de frente comigo mesmo, tentando assimilar todo esse filme que minha mente insistentemente exibe nas horas que me rouba de sono. 

Depois de revisar cada passagem da minha vida, depois de rever repetidas vezes os tombos, os tropeços e os escorregões, percebi que o problema não está no que as pessoas me oferecem, mas sim no que elas fazem com o que eu tento de bom grado oferecer.

Existem diversos tipos de sanguessugas na natureza, alguns seres humanos compõe a pior espécie. Eles te roubam horas, memórias, sonhos, sorrisos e em troca só te oferecem momentos que serão, no futuro, motivos de lágrimas, ou pedidos de esquecimento.

Entendi que dar amor, carinho, que dar afeto e atenção, não é errado. Não é pecado dar ao outro aquilo que você gostaria de receber. No fim, é só o teu jeito. É só você sendo você mesmo. Se o outro lado, se a outra parte, amigo, não sabe receber afago, que ela lide com as suas próprias frustrações. Não adianta mudar nossa essência por algo que não deu certo. Por alguém que não valia a pena.

Existem diversos tipos de anjos nas nossas vidas, alguns seres humanos compõe a melhor espécie. Eles te dão carinho, afeto, amor, e em troca só te oferecem momentos bons que serão, no futuro, o motivo de sorrisos, ou pedidos de: “ei, não desiste não”.

A verdade é que depois de revisar cada passagem da minha história, depois de rever repetidas vezes os tombos, os tropeços e os escorregões, percebi que sempre tentei oferecer a cada pessoa que entrou e saiu da minha vida, o melhor que eu tinha no momento. Tentei sarar feridas, abrir os olhos, tentei abraçar. 

Agora, diante de todo o passado e das incertezas do futuro, entendo que uma das coisas mais preciosas que carrego comigo é a minha consciência. E olha, ela não pesa. Pelo contrário. Pego no sono todas as noites com a sensação de dever quase cumprido, porque sei que ainda existe muita coisa pra ser feita.

Tenho plena consciência de que nunca usei ninguém. Nunca quis um passatempo. Nunca fiz ninguém de tapa-buracos para as crateras do meu coração. Sempre reservei espaços únicos àqueles que entraram nessa bagunça do meu peito. E não me arrependo, porque no fim, é isso que importa. O que você deixou de bom na vida de alguém.

Percebi que o problema não está no que as pessoas me oferecem, nem tão pouco no que elas deixam de me ofertar, mas sim no que elas fazem com o que eu tento de bom grado dar de mão-beijada. Algumas pessoas têm pouco demais pra si, para conseguirem ser capazes de dar a alguém. Por isso elas roubam a tua felicidade, para tentar encaixar em suas in-felizes vidas, o teu sorriso mais sincero.

Cuidado com as pessoas tristes e com a estranha necessidade que elas têm de você. No fim, estão só usando o teu chão adubado, a tua água fresca, para crescer junto com o trigo. Ervas daninha destroem plantações mundo a fora. Proteja o teu jardim. Receba bem as borboletas, principalmente as do estômago."

















Eu posso entrar no Teu santuário
E como sacrifício vivo me entregar
No meu decadente estado, me humilhar
Perceber Tua presença neste lugar

É tão difícil entender a dimensão da Tua glória
É tão difícil suportar essas falhas que me afligem

Eu não sou nada
Eu não mereço
Sem a Tua graça
Eu pereço

Em reverência me prostrarei
Com meu silêncio Te adorarei
Os Teus mistérios vou contemplar
Inteiramente, vou me entregar

Me perdoe por ser limitada a expressão
Quisera poder te adorar como os anjos em perfeição
Mas a fé que tenho em Ti me justifica
E a Tua santidade me purifica

E nada vai fazer
Eu me calar
Com toda a minha força
Irei Te adorar

Em reverência me prostrarei
Com meu silêncio Te adorarei
Os Teus mistérios vou contemplar

Em excelência vou me entregar

Santuário - Daniela Araújo

For the person


Um dia desses, estava lendo num blog de curiosidades cientificas que se apaixonar era algo inevitável como sentir fome e sede. Parei e pensei comigo mesma: "Até os cientistas concordam, por quê você não?!" e logo respondi meu próprio pensamento: "Está certo, admito. Me rendo."
Se apaixonar sempre foi inevitável e meu ponto fraco sempre foi o bom-humor, o gosto musical e aquele charme que é fatal. E mesmo que você tenha uma grande probabilidade de quebrar a cara, viver a vida fugindo de borboletas no estômago é total perda de tempo. Porque quando você menos esperar, enquanto toma um café, vai se lembrar da pessoa e de algo que ela te disse, e vai querer contar pra ela quando algo bom acontecer durante a semana. A timidez vai te invadir quando ela te olhar nos olhos e, ao mesmo tempo, a revolta aparece quando, os mesmo olhos, encaram outra pessoa. Você vai sentir saudade dessa pessoa! Vai querer ligar pra ela. Vai querer chamá-la para um cinema. Porém, não terá coragem suficiente. Você também vai ficar desapontada quando a pessoa não fizer algo que esteja esperando. E, bom, já falei que vai sentir saudade? Pois é, você vai sentir muita saudade. e como reflexo disso, poderá, inclusive, pegar uma folha de papel e escrever que é natural se apaixonar... Como fiz.

Mas não se engane, no amor sempre há paixão. Mas, paixão não é amor.
Amor é.... Ah, você sabe.
E agora, nesse exato momento, eu estaria numa cidadezinha humilde chamada Itabatã, na Bahia. Organizando as malas, arrumando as coisas, me preparando para a festinha das crianças, que inclusive, foi um sucesso! Me apaixonei pelo olhar daquelas crianças tão carentes de um "Oi, tudo bem?" e das pessoas simpáticas que não rejeitaram nossa oração, as visitas nas casas foi uma benção, o evangelismo nas ruas (mesmo com chuva) foi incrível, os teatros apresentados na feira, e entrando em detalhes, ao lado da barraquinha de galinhas, foi lindo. Sem esquecer do evento na praça com nome difícil, foi perfeito. 
Admito, não havia me preparado o suficiente. Não acordei todas as noites para fazer o propósito da meia noite (Sim, eu amo dormir "cedo"), não consegui me conter e fracassei no jejum, sem contar no meu testemunho que não foi um dos melhores... Mas, senti um abraço forte do Senhor naqueles dias, e vi que ele estava presente desde o momento que levamos um golpe da empresa de ônibus até o momento que fomos livrados daquele acidente na volta para casa. Senhor, obrigada por ter puxado meu braço quando iria desistir dessa viagem. 
Sentir aquela sensação de "dever cumprido" não tem preço! Não há balada, bebidas e rocks que pague esse momento. Obrigada por me escolher, Senhor. E, juntamente com outros escolhidos, poder alertar as outras pessoas que o Senhor também as escolheu. 
Certamente, cada momento será lembrado com carinho. Gostaria de me expressar melhor, porém, me faltam palavras. Peço perdão. Mas, quero registrar que sou feliz servindo ao Rei. Alias, 'feliz' não descreve perfeitamente... Sou completa! Sou completamente feliz servindo ao Rei.
(Escrever isso aqui me deu uma saudade...Ah)
Enfim, não sendo o fim, mas sim o começo de várias viagens missionárias, deixo aqui minhas palavras de gratidão a Deus por tudo. 

"O Espírito do Soberano, o Senhor,

está sobre mim,
porque o Senhor ungiu-me
para levar boas notícias aos pobres.
Enviou-me para cuidar dos que estão
com o coração quebrantado,
anunciar liberdade aos cativos
e libertação das trevas aos prisioneiros,
Isaías 61:1"



"É engraçado escrever no papel, quero dizer, com o lápis de um lado, papel do outro. Um encontro explosivo. Acho que o motivo de nunca ter gostado de escrever no papel é porque possuo um turbilhão de ideias e uma imensa necessidade de colocá-las em palavras. Parece que quando transformo sentimentos em palavras, me esvazio. E quanto mais rápido, melhor. É como arrancar um band-aid. No entanto, permita-me discordar de mim mesma, escrever no papel é dar oportunidade para sua mente mudar de ideia. Por exemplo, esse texto era pra ser sobre você e eu estou divagando sobre papel e caneta. Tentando fugir do inevitável, como sempre.
Por que você faz isso comigo? Me assusta. Odeio sentir sensações que não tem nome. Por mais que livros tentem defini-las, não tem como. Não existem palavras suficientes que definam o que sinto quando estou ao seu lado. É clichê, eu sei. Mas o clichê é o que há de mais belo quando verdadeiro. Será que você também se assusta ao pensar em nós dois? É um medo gostoso, desafiador. É como assistir um filme de terror, e por mais que esteja com medo, não desligar a televisão. Você precisa saber o fim. Eu preciso chegar até o limite com você, a propósito, você me faz ter vontade de rodar o mundo a 500 quilômetros por hora. Será que é assim que as pessoas se sentem nos filmes em que assistimos? Fico pensando.
As pessoas dos filmes se apaixonam rápido, apenas com olhares, palavras, ou toques. E eu sempre me perguntei se era porque o filme precisava durar algumas horas ou se o amor era assim mesmo. Rápido, repentino, avassalador. Será que era possível construir certezas em cima de pessoas que eram um ponto de interrogação? Será que era possível desejar o ''pra sempre'' mesmo antes do ''agora''? Será o destino mesmo o responsável por cruzar almas que se completam, transbordam, e conectam?
Eu tive certeza sobre você no minuto em que te vi. Tive certeza quando você deu o primeiro sorriso, quando arrancou minha primeira gargalhada. Tive certeza quando você contou sobre o seu passado que tanto se parece com o meu, quando notei que você tinha as mesmas dúvidas e medos que eu sempre tive. Tive certeza quando percebi sua compaixão. Tive certeza quando escutei o seu coração e ele falava o mesmo idioma que o meu. Um idioma que até então ninguém nunca tinha conseguido compreender. Você compreendeu. Você me compreendeu. Desculpa a repetição, é que não consigo acreditar.
Era você a pessoa que ia conseguir o que ninguém conseguiu. Me encantar. Meus olhos cansaram de se encontrar pessoas vazias, e acabaram por tomar o mesmo destino, se esvaziaram. Eram tristes, sem brilho, desconfiados. E você, ah, você. Você fez com que meus olhos brilhassem novamente. Aquele brilho que só existia nas minhas fotos de criança. E então eu tive certeza. No momento em que seus olhos brilham, o coração acelera, e o universo parece parar para observar vocês… É amor. Da forma mais pura que pode existir."

Eu gosto demais desse texto. E, nem quero saber se é bom ou ruim: me identifiquei 90% com ele.



"Se não fossem as minhas malas cheias de memórias
Ou aquela história que faz mais de um ano
Não fossem os danos
Não seria eu..."


"Preciso dizer uma coisa sobre o medo. Ele é o único adversário efetivo da vida. Só o medo pode derrotá-la. é um adversário traiçoeiro, esperto... Como eu sei disso! Não tem nenhuma decência, não respeita leis nem convenções, não tem dó nem piedade. procura o nosso ponto mais fraco e o encontra com a maior facilidade. Começa pela mente, sempre. Num momento, estamos nos sentindo calmos, confiantes, contentes. Aí o medo, disfarçado sob a capa de uma ligeira dúvida, se infiltra na nossa mente como um espião. A dúvida vai ao encontro do descrédito e o descrédito tenta expulsá-la. Mas ele não passa de um soldado de infantaria com armamento deplorável. Sem maiores problemas, a dúvida consegue vencê-lo. Começamos a ficar ansiosos. A razão entra inteiramente equipada com armamentos da mais avançada tecnologia. Mas, para nossa surpresa, apesar da superioridade das suas táticas e de uma quantidade inegável de vitórias, a razão é derrotada. Nós nos sentimos enfraquecidos, hesitantes. A nossa ansiedade se transforma em pavor.
O medo, então, se concentra inteiramente no nosso corpo, que já está sabendo que algo terrível vai acontecer. (...) Cada parte de nós, a seu modo, entra em colapso. Só os nossos olhos continuam funcionando bem. Eles sempre dão a devida atenção ao medo.
Bem depressa, tomamos decisões precipitadas. Abandonamos os nossos últimos aliadas: a esperança e a confiança. e pronto! Nós mesmos nos derrotamos. O medo, que não passa de uma impressão, acabou de nos vencer.
É uma questão difícil de expressar com palavras. Pois o medo, o medo de verdade, aquele que abala até mesmo os nossos alicerces, aquele que sentimos quando nos vemos cara a cara com o nosso fim mortal, se instala na nossa memória como uma gangrena: trata de estragar tudo, até mesmo as palavras que usamos para falar dele. Portante, é preciso um esforço enorme para expressá-lo. Temos de lutar bravamente para lançar a luz das palavras sobre ele. Porque, se não fizermos isso, se o nosso medo se tornar uma escuridão indescritível que evitamos a todo custo, algo que talvez até possamos esquecer, estaremos abrindo a guarda para sofrer novos ataques, já que nunca enfrentamos para valer o adversário que nos derrotou."

As aventuras de Pi, capítulo 56, página 194.

É isso



"Se tranque no quarto e escreva!", foi o que uma amiga baixinha me disse (te amo, amiga!). E cá estou novamente! Argh, eu era melhor nisso. Mas, é difícil admitir algo que se esconde há bastante tempo, ainda mais quando é algo relacionado à você. E, como sou péssima para conversar com as pessoas sobre os meus sentimentos, prefiro sentar e conversar com o papel e a caneta mesmo.
Então, é isso. Há coisas que a gente tenta esquecer e, até fingi ter esquecido pra não precisar responder mais ninguém, mas no fundo, bem no fundo, a cada dia você leva um pedaço da pessoa dentro de você. Escondido. Guardado como um livro velho e empoeirado na estante, até que um dia você o encontra e percebe que ele nunca havia saindo dali. Isso é uma droga! Por mais que as lágrimas insistem em descer, sei que chorar não resolveria nada. Não tiraria minhas dúvidas, não permitiria que me expressasse da melhor forma e principalmente, não me tiraria o medo e desespero em pensar que estou caindo novamente no poço da ilusão sem fim.
Eu não quero passar por tudo de novo.
Também não quero criar expectativas sobre o que poderá acontecer. No momento, só quero saber o porquê de você fazer isso comigo. Quero informações precisas e detalhadas de como você consegue me fazer bem tão facilmente e, consequentemente, me livrar das coisas chatas da vida. Por um momento naquela noite, achei que você seria só mais um no grupo de amigos. E, adivinha?! Estava errada. Tudo estava saindo muito bem até o momento em que percebi que estava te observando enquanto você olhava outra coisa. Minutos depois eu já estava rindo sem esconder nada. A cada palavra sua, lá estava eu sendo a boba alegre de antigamente!
Dá até vontade de puxar teu braço e pergunta: "Ei,  qual é a tua?! Pare de me fazer bem, e mande embora essas borboletas no meu estômago agora, cara!", imagino o que faria depois disso. Acredito que você iria rir na minha cara e perguntaria se tinha ficado louca, ou algo do tipo.
Não sou louca (Ou sou?!), só não entendo o motivo de você ser tudo isso pra mim (ainda). Um pequeno momento com você se torna um refúgio! Loucura! Isso é loucura... Ouvindo Roulette, e olha o que ela diz:
"I know, how I feel when I'm around you,
I don't know, how I feel when I'm around you,
Around you..." Então, é exatamente isso.
Eu sei o que falar, pensar, fingir e fazer quando estou perto de você... Não, eu não sei o que fazer quando estou perto de você.  
Então, é isso. Ah... o que fazer?