"É claro que vai ser um problema. Eu tenho certeza que vai ser um problema! Ao menos, dessa vez, vai ser um problema de olhos verdes."



"Mais uma vez estou aqui, de frente comigo mesmo, tentando assimilar todo esse filme que minha mente insistentemente exibe nas horas que me rouba de sono. 

Depois de revisar cada passagem da minha vida, depois de rever repetidas vezes os tombos, os tropeços e os escorregões, percebi que o problema não está no que as pessoas me oferecem, mas sim no que elas fazem com o que eu tento de bom grado oferecer.

Existem diversos tipos de sanguessugas na natureza, alguns seres humanos compõe a pior espécie. Eles te roubam horas, memórias, sonhos, sorrisos e em troca só te oferecem momentos que serão, no futuro, motivos de lágrimas, ou pedidos de esquecimento.

Entendi que dar amor, carinho, que dar afeto e atenção, não é errado. Não é pecado dar ao outro aquilo que você gostaria de receber. No fim, é só o teu jeito. É só você sendo você mesmo. Se o outro lado, se a outra parte, amigo, não sabe receber afago, que ela lide com as suas próprias frustrações. Não adianta mudar nossa essência por algo que não deu certo. Por alguém que não valia a pena.

Existem diversos tipos de anjos nas nossas vidas, alguns seres humanos compõe a melhor espécie. Eles te dão carinho, afeto, amor, e em troca só te oferecem momentos bons que serão, no futuro, o motivo de sorrisos, ou pedidos de: “ei, não desiste não”.

A verdade é que depois de revisar cada passagem da minha história, depois de rever repetidas vezes os tombos, os tropeços e os escorregões, percebi que sempre tentei oferecer a cada pessoa que entrou e saiu da minha vida, o melhor que eu tinha no momento. Tentei sarar feridas, abrir os olhos, tentei abraçar. 

Agora, diante de todo o passado e das incertezas do futuro, entendo que uma das coisas mais preciosas que carrego comigo é a minha consciência. E olha, ela não pesa. Pelo contrário. Pego no sono todas as noites com a sensação de dever quase cumprido, porque sei que ainda existe muita coisa pra ser feita.

Tenho plena consciência de que nunca usei ninguém. Nunca quis um passatempo. Nunca fiz ninguém de tapa-buracos para as crateras do meu coração. Sempre reservei espaços únicos àqueles que entraram nessa bagunça do meu peito. E não me arrependo, porque no fim, é isso que importa. O que você deixou de bom na vida de alguém.

Percebi que o problema não está no que as pessoas me oferecem, nem tão pouco no que elas deixam de me ofertar, mas sim no que elas fazem com o que eu tento de bom grado dar de mão-beijada. Algumas pessoas têm pouco demais pra si, para conseguirem ser capazes de dar a alguém. Por isso elas roubam a tua felicidade, para tentar encaixar em suas in-felizes vidas, o teu sorriso mais sincero.

Cuidado com as pessoas tristes e com a estranha necessidade que elas têm de você. No fim, estão só usando o teu chão adubado, a tua água fresca, para crescer junto com o trigo. Ervas daninha destroem plantações mundo a fora. Proteja o teu jardim. Receba bem as borboletas, principalmente as do estômago."

















Eu posso entrar no Teu santuário
E como sacrifício vivo me entregar
No meu decadente estado, me humilhar
Perceber Tua presença neste lugar

É tão difícil entender a dimensão da Tua glória
É tão difícil suportar essas falhas que me afligem

Eu não sou nada
Eu não mereço
Sem a Tua graça
Eu pereço

Em reverência me prostrarei
Com meu silêncio Te adorarei
Os Teus mistérios vou contemplar
Inteiramente, vou me entregar

Me perdoe por ser limitada a expressão
Quisera poder te adorar como os anjos em perfeição
Mas a fé que tenho em Ti me justifica
E a Tua santidade me purifica

E nada vai fazer
Eu me calar
Com toda a minha força
Irei Te adorar

Em reverência me prostrarei
Com meu silêncio Te adorarei
Os Teus mistérios vou contemplar

Em excelência vou me entregar

Santuário - Daniela Araújo

For the person


Um dia desses, estava lendo num blog de curiosidades cientificas que se apaixonar era algo inevitável como sentir fome e sede. Parei e pensei comigo mesma: "Até os cientistas concordam, por quê você não?!" e logo respondi meu próprio pensamento: "Está certo, admito. Me rendo."
Se apaixonar sempre foi inevitável e meu ponto fraco sempre foi o bom-humor, o gosto musical e aquele charme que é fatal. E mesmo que você tenha uma grande probabilidade de quebrar a cara, viver a vida fugindo de borboletas no estômago é total perda de tempo. Porque quando você menos esperar, enquanto toma um café, vai se lembrar da pessoa e de algo que ela te disse, e vai querer contar pra ela quando algo bom acontecer durante a semana. A timidez vai te invadir quando ela te olhar nos olhos e, ao mesmo tempo, a revolta aparece quando, os mesmo olhos, encaram outra pessoa. Você vai sentir saudade dessa pessoa! Vai querer ligar pra ela. Vai querer chamá-la para um cinema. Porém, não terá coragem suficiente. Você também vai ficar desapontada quando a pessoa não fizer algo que esteja esperando. E, bom, já falei que vai sentir saudade? Pois é, você vai sentir muita saudade. e como reflexo disso, poderá, inclusive, pegar uma folha de papel e escrever que é natural se apaixonar... Como fiz.

Mas não se engane, no amor sempre há paixão. Mas, paixão não é amor.
Amor é.... Ah, você sabe.
E agora, nesse exato momento, eu estaria numa cidadezinha humilde chamada Itabatã, na Bahia. Organizando as malas, arrumando as coisas, me preparando para a festinha das crianças, que inclusive, foi um sucesso! Me apaixonei pelo olhar daquelas crianças tão carentes de um "Oi, tudo bem?" e das pessoas simpáticas que não rejeitaram nossa oração, as visitas nas casas foi uma benção, o evangelismo nas ruas (mesmo com chuva) foi incrível, os teatros apresentados na feira, e entrando em detalhes, ao lado da barraquinha de galinhas, foi lindo. Sem esquecer do evento na praça com nome difícil, foi perfeito. 
Admito, não havia me preparado o suficiente. Não acordei todas as noites para fazer o propósito da meia noite (Sim, eu amo dormir "cedo"), não consegui me conter e fracassei no jejum, sem contar no meu testemunho que não foi um dos melhores... Mas, senti um abraço forte do Senhor naqueles dias, e vi que ele estava presente desde o momento que levamos um golpe da empresa de ônibus até o momento que fomos livrados daquele acidente na volta para casa. Senhor, obrigada por ter puxado meu braço quando iria desistir dessa viagem. 
Sentir aquela sensação de "dever cumprido" não tem preço! Não há balada, bebidas e rocks que pague esse momento. Obrigada por me escolher, Senhor. E, juntamente com outros escolhidos, poder alertar as outras pessoas que o Senhor também as escolheu. 
Certamente, cada momento será lembrado com carinho. Gostaria de me expressar melhor, porém, me faltam palavras. Peço perdão. Mas, quero registrar que sou feliz servindo ao Rei. Alias, 'feliz' não descreve perfeitamente... Sou completa! Sou completamente feliz servindo ao Rei.
(Escrever isso aqui me deu uma saudade...Ah)
Enfim, não sendo o fim, mas sim o começo de várias viagens missionárias, deixo aqui minhas palavras de gratidão a Deus por tudo. 

"O Espírito do Soberano, o Senhor,

está sobre mim,
porque o Senhor ungiu-me
para levar boas notícias aos pobres.
Enviou-me para cuidar dos que estão
com o coração quebrantado,
anunciar liberdade aos cativos
e libertação das trevas aos prisioneiros,
Isaías 61:1"



"É engraçado escrever no papel, quero dizer, com o lápis de um lado, papel do outro. Um encontro explosivo. Acho que o motivo de nunca ter gostado de escrever no papel é porque possuo um turbilhão de ideias e uma imensa necessidade de colocá-las em palavras. Parece que quando transformo sentimentos em palavras, me esvazio. E quanto mais rápido, melhor. É como arrancar um band-aid. No entanto, permita-me discordar de mim mesma, escrever no papel é dar oportunidade para sua mente mudar de ideia. Por exemplo, esse texto era pra ser sobre você e eu estou divagando sobre papel e caneta. Tentando fugir do inevitável, como sempre.
Por que você faz isso comigo? Me assusta. Odeio sentir sensações que não tem nome. Por mais que livros tentem defini-las, não tem como. Não existem palavras suficientes que definam o que sinto quando estou ao seu lado. É clichê, eu sei. Mas o clichê é o que há de mais belo quando verdadeiro. Será que você também se assusta ao pensar em nós dois? É um medo gostoso, desafiador. É como assistir um filme de terror, e por mais que esteja com medo, não desligar a televisão. Você precisa saber o fim. Eu preciso chegar até o limite com você, a propósito, você me faz ter vontade de rodar o mundo a 500 quilômetros por hora. Será que é assim que as pessoas se sentem nos filmes em que assistimos? Fico pensando.
As pessoas dos filmes se apaixonam rápido, apenas com olhares, palavras, ou toques. E eu sempre me perguntei se era porque o filme precisava durar algumas horas ou se o amor era assim mesmo. Rápido, repentino, avassalador. Será que era possível construir certezas em cima de pessoas que eram um ponto de interrogação? Será que era possível desejar o ''pra sempre'' mesmo antes do ''agora''? Será o destino mesmo o responsável por cruzar almas que se completam, transbordam, e conectam?
Eu tive certeza sobre você no minuto em que te vi. Tive certeza quando você deu o primeiro sorriso, quando arrancou minha primeira gargalhada. Tive certeza quando você contou sobre o seu passado que tanto se parece com o meu, quando notei que você tinha as mesmas dúvidas e medos que eu sempre tive. Tive certeza quando percebi sua compaixão. Tive certeza quando escutei o seu coração e ele falava o mesmo idioma que o meu. Um idioma que até então ninguém nunca tinha conseguido compreender. Você compreendeu. Você me compreendeu. Desculpa a repetição, é que não consigo acreditar.
Era você a pessoa que ia conseguir o que ninguém conseguiu. Me encantar. Meus olhos cansaram de se encontrar pessoas vazias, e acabaram por tomar o mesmo destino, se esvaziaram. Eram tristes, sem brilho, desconfiados. E você, ah, você. Você fez com que meus olhos brilhassem novamente. Aquele brilho que só existia nas minhas fotos de criança. E então eu tive certeza. No momento em que seus olhos brilham, o coração acelera, e o universo parece parar para observar vocês… É amor. Da forma mais pura que pode existir."

Eu gosto demais desse texto. E, nem quero saber se é bom ou ruim: me identifiquei 90% com ele.



"Se não fossem as minhas malas cheias de memórias
Ou aquela história que faz mais de um ano
Não fossem os danos
Não seria eu..."


"Preciso dizer uma coisa sobre o medo. Ele é o único adversário efetivo da vida. Só o medo pode derrotá-la. é um adversário traiçoeiro, esperto... Como eu sei disso! Não tem nenhuma decência, não respeita leis nem convenções, não tem dó nem piedade. procura o nosso ponto mais fraco e o encontra com a maior facilidade. Começa pela mente, sempre. Num momento, estamos nos sentindo calmos, confiantes, contentes. Aí o medo, disfarçado sob a capa de uma ligeira dúvida, se infiltra na nossa mente como um espião. A dúvida vai ao encontro do descrédito e o descrédito tenta expulsá-la. Mas ele não passa de um soldado de infantaria com armamento deplorável. Sem maiores problemas, a dúvida consegue vencê-lo. Começamos a ficar ansiosos. A razão entra inteiramente equipada com armamentos da mais avançada tecnologia. Mas, para nossa surpresa, apesar da superioridade das suas táticas e de uma quantidade inegável de vitórias, a razão é derrotada. Nós nos sentimos enfraquecidos, hesitantes. A nossa ansiedade se transforma em pavor.
O medo, então, se concentra inteiramente no nosso corpo, que já está sabendo que algo terrível vai acontecer. (...) Cada parte de nós, a seu modo, entra em colapso. Só os nossos olhos continuam funcionando bem. Eles sempre dão a devida atenção ao medo.
Bem depressa, tomamos decisões precipitadas. Abandonamos os nossos últimos aliadas: a esperança e a confiança. e pronto! Nós mesmos nos derrotamos. O medo, que não passa de uma impressão, acabou de nos vencer.
É uma questão difícil de expressar com palavras. Pois o medo, o medo de verdade, aquele que abala até mesmo os nossos alicerces, aquele que sentimos quando nos vemos cara a cara com o nosso fim mortal, se instala na nossa memória como uma gangrena: trata de estragar tudo, até mesmo as palavras que usamos para falar dele. Portante, é preciso um esforço enorme para expressá-lo. Temos de lutar bravamente para lançar a luz das palavras sobre ele. Porque, se não fizermos isso, se o nosso medo se tornar uma escuridão indescritível que evitamos a todo custo, algo que talvez até possamos esquecer, estaremos abrindo a guarda para sofrer novos ataques, já que nunca enfrentamos para valer o adversário que nos derrotou."

As aventuras de Pi, capítulo 56, página 194.